segunda-feira, 18 de julho de 2016

Um Encontro com Emmanuel

Um Encontro com Emmanuel

"Disciplina, disciplina e disciplina". (Emmanuel)
Esta foi a resposta de Emmanuel a Chico quando  questionado sobre o que era preciso pra trabalhar ao lado dele.
Sempre ouvia muito das histórias entre os dois, mas precisei de muito tempo e de muita disciplina para ter meu encontro com Emmanuel.
E foi comemorando a publicação da obra Paulo e Estevão que este momento se deu.
Poder ler e se identificar com estes Espíritos não tem preço. E é claro que o despertar para o trabalho de Emmanuel se deu instantaneamente.
Romances.
Sim, quem não gosta de ler um romance espírita? Mas como os de Emmanuel não há. Você mergulha na história. E quando falo de História é verificar dados históricos, geografia da época. Tudo tem muito mais sentido.
E isso que nem falei das passagens com o Cristo.
Mas, por falar nele...  
Foi por volta de 15 anos atrás que participei de um dia Juvenil na cidade de Porto Alegre. E durante os estudos tive contato pela primeira vez com um texto espírita que descrevia como era o Cristo. Sim, estou falando do encontro do Senador Públio Lentulus com o Cristo descrito na obra Há dois mil anos. E lembro, como se fosse hoje, os sentimentos de alegria que preencheram meu coração - era assim que eu te via, Jesus.
Fica difícil agora dizer o quanto fiquei feliz por anos depois descobrir que o responsável por esta recordação foi Emmanuel.
Toda esta emoção pode ser compartilhada com tantos amigos na 6ª EXPOESPI – Exposição Espírita organizada na nossa casa espírita - cujo tema foi: Um encontro com Emmanuel.
A exposição foi dividida em 5 salas temáticas.
A primeira  sala era encenado o primeiro encontro de Chico com Emmanuel.



A segunda sala contava um pouco sobre as reencarnações de Emmanuel.



http://pt.slideshare.net/aespiritalagos/emmanuel-5405003
http://pt.slideshare.net/cerracipo/as-reencarnaes-de-emmanuel

A terceira sala encenou o encontro de Emmanuel com Cristo, descrito na obra Há dois mil anos.





A quarta sala trouxe passagens do livro 50 anos depois.



A quinta sala trabalhou o livro Ave Cristo.


A última sala ficava no salão da casa, em cujo palco estavam Emmanuel e Chico. Durante a entrada dos visitantes ao salão, jovens solicitavam o primeiro nome de cada um. E, à medida que se acomodavam, a secretária de Chico chamava-as pelo nome e Chico distribuía a lembrança do evento – mensagens da série Pão Nosso.













E se você ficou com vontade de saber mais histórias deste Espírito, acesse os links abaixo e tenha o seu Encontro com Emmanuel.









domingo, 10 de julho de 2016

O Jovem e a Mocidade - Reflexões de um Jovem espírita



No início do mês de fevereiro, eu recebi a notícia de que havia conseguido uma vaga de emprego em uma grande construtora do meu Estado. No meu caso, graças a Deus, eu consegui um emprego com carteira assinada. Só que havia um pequeno problema: eu não havia tirado, ainda, a minha carteira de trabalho, e, se eu não a tirasse, poderia perder a minha vaga. Foi então que eu, juntamente com meu pai, fui até o Município de Cariacica, cidade vizinha à minha, Vila Velha, para retirar a minha carteira, no “Faça Fácil”, que é um lugar onde se resolve qualquer problema relacionado à expedição ou renovação de documentos.
Conversando com a coordenadora do “Faça Fácil”, me foi dito que, dali a algum tempo, seriam atendidos jovens infratores do IASES, instituição estadual que cuida dos jovens em conflito com a lei. Nesse exato instante pensei comigo: “tudo bem, são pessoas, jovens, que têm o direito de tirar novos documentos”. Mas, alguma coisa dentro de mim estava diferente, e eu só viria a descobrir o que era depois.
No momento em que os primeiros jovens entraram no local, eu já comecei a ficar meio incomodado, não só por haver “criminosos” perto de mim, mas, também, por eles serem “jovens criminosos”. Diante dessa visão, indaguei a mim mesmo o porquê de serem eles a estar ali presos e não eu. Será que foram as oportunidades que eu tive e eles não tiveram?
Uma das primeiras coisas que vieram à minha cabeça foram as reuniões da mocidade. Se eles tivessem frequentado o estudo da mocidade, será que eles estariam ali, presos? Não sei, pois existe a questão do livre-arbítrio. Sempre ouvimos falar sobre o “livre-arbítrio”, que ele é muito importante, que não podemos utilizá-lo erradamente.
Mas afinal, o que significa e para que serve o livre-arbítrio? Nós encontramos lições a respeito dele lá no Livro dos Espíritos. Os Espíritos Superiores da Codificação Espírita nos ensinam que o livre-arbítrio é a liberdade de escolha que todo homem possui. Se o homem tem a capacidade de pensar, de arquitetar suas ideias, igualmente tem a capacidade de executá-las. Com a capacidade de escolha, e o poder de executá-las, nós podemos dar passos largos rumo à evolução.
Mas a única pessoa que pode escolher o que vai ser feito da sua vida é você mesmo. Aí é que está o “X” da questão, o que a sua consciência vai alertar e qual caminho você irá seguir. As pessoas podem até aconselhar, mostrar os caminhos, mas, no final, quem vai decidir o que vai ser feito é você. E as consequências de seus atos, somente você irá colher.
E qual o papel da mocidade diante disso tudo? Jesus Cristo nos transmitiu muitos ensinamentos por meio de parábolas, que são histórias contadas para ilustrar um tema cotidiano.
Uma parábola muito interessante contada por ele, e que tem tudo a ver com o tema proposto, “o jovem e a mocidade”, é a parábola do semeador. Jesus conta que um semeador saiu a semear. Tendo deixado cair um pouco de semente no caminho, vieram algumas aves e comeram-na. Outras caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e, por consequência, faltavam nutrientes, o que impossibilitou o desenvolvimento das sementes. Algumas delas caíram em meio aos espinhos, e, quando se
desenvolveram, foram sufocadas pelos mesmos. Por último, algumas sementes caíram em terra boa e vieram a dar bons frutos. Esse é o papel da mocidade na vida do jovem!
Mostrar o caminho correto, plantar a semente do Evangelho no coração e na mente de cada jovem. Como um semeador, a mocidade poderá encontrar terrenos de difíceis condições de plantio, mas não deixará, sequer um momento, de plantar, independente das condições do solo. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que toda pessoa que entra em contato com os ensinos das leis de Deus e da moral evangélica do Cristo, tem plantada em si a semente do bem. Cabe a cada um fazer brotar essa semente.
Nós determinamos o tipo de solo que é a nossa vida, se somos um terreno pedregoso, que não dá condições de crescimento à semente, ou se somos um terreno fértil, onde a semente possui as condições necessárias para se tornar uma imensa árvore frutífera, que poderá espalhar seus frutos por qualquer lugar. E isso pode ser decisivo nos dias de hoje!
Nós vivemos em uma sociedade onde a maioria dos jovens vive em situações de  promiscuidade, “ficando” com pessoas que nem conhecem direito, onde muitos jovens já se entregaram ao vício do álcool e de outras drogas. Muitos jovens hoje em dia sequer têm uma religião!
Só que todo esse descuido pode causar uma consequência de proporções inimagináveis: o atraso na evolução moral do próprio ser e do planeta. Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia de Divaldo Franco, nos alerta ao fato de que o mundo está passando por momentos de intensas transformações, e quem não se adaptar ao novo “estilo de vida”, a uma vida correta, seguindo boas condutas, pode acabar indo para outro planeta, para outra morada, compatível com o estágio evolutivo de cada um, por inadaptação à nova forma de viver na Terra. E eu acho que isso ninguém quer, não é?
O jovem está com o poder de mudança em suas mãos. O jovem pode mudar a realidade do mundo tal como o vemos, cheio de guerras, fome e dor. E sabe por quê? Porque quando queremos alguma coisa, lutamos até o fim para conseguir. E ficaria muito mais fácil se houvesse a união do jovem com a sua religião, uma união saudável, que possa trazer boas influências, novas ideias de como melhorar o mundo. Pois, afinal, como diz a música tema do EMEES (Encontro de Mocidades Espíritas do Espírito Santo)  do ano de 2017: Eu vim pra mudar meu mundo! Mahatma Gandhi nos diz que “nós temos que ser o espelho da mudança. Se eu quero mudar o mundo, eu tenho que começar por mim”. Devemos, então, instigar os jovens e a nós mesmos a sermos a atitude da mudança que queremos no mundo.
Um forte abraço a todos, que fiquemos em paz.

(Texto escrito por Eduardo Sousa para a Revista Espírita “Fé em Cristo”, publicada pela Casa Espírita Cristã, de Vila Velha, em Maio/junho – 2016)

sábado, 9 de julho de 2016

Fé


Hoje nosso tema é...



 A fé é um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove que aquilo em que se acredita seja verdadeiro.
Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança.
Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de que algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

Para conhecer um pouco mais sobre a fé, você pode consultar:
O Evangelho segundo o Espiritismo:
Capítulo XI – Amar o próximo como a si mesmo ( A fé e a caridade – Item 13).
Capítulo XIX – A fé transporta montanhas

O Livro dos espíritos:
Perguntas:
943 – falta de fé;
922 –  Felicidade e fé; fé no futuro;
838 – Prática do bem e fé.

Aqui vão nossas sugestões para o trabalho com o tema "FÉ" na evangelização de jovens e crianças.

DINÂMICA:
 Uma pessoa é vendada e a outra é sua guia.
 Na sala há alguns obstáculos para serem contornados.
O processo acontecerá da seguinte forma: O guia coloca a mão no ombro do amigo, e este pode andar até que ele a retire do lugar. Quando tocar no braço direito, o ‘cego’ vira para o lado direito; quando tocar no braço esquerdo, o ‘cego’ vira para a esquerda. No meio das costas ele dá ré. Eles irão tentando contornar os obstáculos para chegar ao outro lado da sala.
Terminada a dinâmica, explorar as sensações e impressões das crianças. Ouvir as que quiserem falar.
Comparar com a fé. Precisamos confiar em quem nos guia os passos, assim também é com Deus.

VÍDEOS
Vídeo infantil :
O pescador, o anel e o rei -  https://www.youtube.com/watch?v=n4bh0ypxoak

Palestras:
A fé transporta montanhas - https://youtu.be/8coP3RbYx0s
O poder da fé - Divaldo P. Franco - https://youtu.be/pFPgqyCWUSc


MÚSICAS
Fé ativa – Evaldo Júnior – Cd: Comeerj (35ª): A Fé Ativa Construindo Uma Nova Era.
Acredite – Evangelizar é amar – Cd Evangelizar é amar 2.
Nunca perca a esperança – Evangelizar é amar – Cd Evangelizar é amar 1
A fé - Vilma de Macedo Souza + Célia Tomboly -  Cd Célia Tomboly - Pai Nosso.
Coragem e fé – Jean Charles.


LIVROS
O pescador, o anel e o rei – Bia Bedran



E se você tem alguma sugestão pra enriquecer o assunto, manda pra gente pelos comentários aqui ou em nossa página no face:
https://www.facebook.com/petalassemeandocomjesus/ 
Boa aula e grande abraço!!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Importância da música na evangelização



Sabemos nós, espíritas, que somos espíritos milenares, e trazemos conosco, provindos de diversas encarnações, conhecimentos e tendências, que nos levam a ser quem somos. Diante dessa informação, entendemos que somos ouvintes de música de muitas outras encarnações. 
Eu, como evangelizador, escuto muito:
- “Como vou usar música na evangelização se eu não toco nada? 
Nem pedrinha na água eu sei tocar direito! 
Não consigo bater o pé e cantar junto que perco o ritmo!”

Sim eu entendo! Mas como ouvinte de muitas encarnações, sabemos que este recurso está ligado diretamente à nossa área do sentimento, pois qual é a pessoa que não se emociona ao ouvir uma música que, por algum motivo, lhe toca o coração?
Pois é... Mas hoje temos recursos que não nos deixam fracassar nesta empreitada. Cada ciclo, por exemplo, necessita de um tipo de atividade: as crianças aprendem com atividade adequada ao seu nível de desenvolvimento.


 Bebês
Começamos pelos pequenos, ainda nos bebês, acompanhados pelos pais. Usaremos recursos simples como uma música de relaxamento, para que estes venham a ter uma conexão com os pais. Estes devem usar o afeto, transferindo para os bebês todo seu amor; usar frases de amor, deixando os pequenos envolvidos nesta segurança que os pais devem transmitir para seus filhos.  
Podemos usar músicas infantis, que contenham brincadeiras, em que se possa interagir de forma sutil, despertando a atenção dos pequenos, percebendo seu olhar, pequenos gestos, sorrisos.

Nos ciclos de infância, temos os recursos mais amplos que nos bebês.
- Podemos:
·        Usar músicas infantis com coreografia;
·        Usar o conteúdo das letras para ensinar as crianças;
·        Usar ilustrações com o tema da letra da música tocada em aula;
·        Criar fantoches com os personagens das músicas;
·       Criar instrumentos de sucata ou usar instrumentos infantis para tocar juntos com a música. Mesmo que seja uma bagunça será divertido;
·        Incentivá-los a criar suas próprias musiquinhas, como toda criança gosta de fazer.

Na juventude:
-Trabalhar as aulas de evangelização ouvindo música em um volume agradável, que não atrapalhe a aula;
-Trabalhar o teor da letra desta música fazendo uma conexão com os ensinamentos do evangelho;
   Exemplo: Usamos as letras na oficina de música para discutir os ensinamentos.
- Estimular os Jovens a tocarem instrumentos;
- Criar uma oficina de música;
- Estimular os jovens a comporem letras para cantar na evangelização.

-Estimular os jovens a tocarem no período inicial da evangelização. 
Deve-se usar este trabalho dos jovens como:
·        Recepção inicial das aulas de evangelização;
·        Integração dos trabalhadores com os pais e evangelizandos;
·        Harmonização para iniciar o trabalho de evangelização.
        
A evangelização é um processo de desenvolvimento do ser humano, que visa o desabrochar dos conhecimentos adormecidos na criança, que é espírito milenar. E a música nos traz recursos intermináveis, que levam nossa criatividade a desenvolver essas potencialidades do espírito.
“ O som audível causa em nós efeitos físicos evidentes e perceptíveis e mais outros tantos efeitos sensíveis ou insuspeitáveis. Ao mesmo tempo, sons inaudíveis atuam na natureza à revelia de nossa razão, de modo orgânico, harmônico, evolutivo. Para cada informação sonora que possamos perceber há pelo menos nove outras atravessando nossos átomos, tecidos e ideias, das quais nem tomamos conhecimento.” (Antônio da Rosa Maestro, 2003.)
A música vai muito além do que possamos ouvir ou sentir, mas isso é assunto pra outra hora!
                                       Cilon Júnior