Olá!
Devagarzinho a gente vai retomando algumas atividades... Todas as aulas que foram planejadas durante o tempo em que o blog ficou parado estão registradas pra serem logo logo postadas.
Segue a primeira das bem-aventuranças. A aula foi planejada para crianças de 5 a 8 anos, mas pode ser adaptável a outras idades.
Bem-aventurados os pobres de espírito
Objetivo:
- Compreender que ser ‘pobre de espírito’ não se
trata de carência material, mas sim de possuir um coração simples, humilde e
desprovido de orgulho.
- Trabalhar o desapego, mostrando que os bens materiais, como
brinquedos e roupas, são importantes, mas não representam o valor mais
significativo. O verdadeiro tesouro reside no que cultivamos em nosso coração,
como o amor, a bondade e o perdão.
Roteiro:
1 – Prece
2 – Hora da novidade
3 – Explicar que Jesus, quando encarnado, andava divulgando a
Boa Nova pelos mais diversos caminhos e, uma dessas vezes, ele estava no monte
em frente ao mar da galileia e, lá, ele falou sobre as bem-aventuranças.
O que são bem-aventuranças? (explicar)
Uma delas fala que bem-aventurados são os pobres de espírito,
porque deles é o reino dos céus.
As outras são:
...4 bem-aventurados os que choram,
porque eles serão consolados;
5 bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a
terra;
6 bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque
eles serão fartos;
7 bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão
misericórdia;
8 bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a
Deus;
9 bem-aventurados os
pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
4 – O que quer dizer pobres de espírito?
5 – Dinâmica 1 - Jardim
da humildade
O grupo tem como meta cultivar um número pré-determinado de "Frutos da Humildade" no Jardim Comunitário antes que o tempo acabe (se houver um limite de rodadas) ou que todos os "Frutos do Espírito" sejam coletados. A alegria está em ver o jardim crescer com a contribuição de todos.
Material: um caminho no chão ou na parede de uns 15 passos, cartões com os frutos
do espírito(virtudes), cartões com os desafios e minicartões com os frutos da
humildade. Uma página com uma cesta desenhada e outra com um jardim (ou pode-se
realmente usar uma cesta e um espaço no chão com grama artificial/ ou tapete
pra ser jardim.
Roteiro:
1.Preparação:
•O "Caminho do Jardim" para manter o ritmo
dinâmico.
•Todos os "Frutos do Espírito" (incluindo Amor,
Alegria, Paz, etc., e especialmente Humildade e Partilha) são espalhados
virados para baixo no caminho.
•A "Cesta da Partilha" e o "Jardim
Comunitário" são os pontos centrais do jogo.
•Cada criança escolhe um marcador e o coloca no início.
•No seu turno, o jogador joga o dado e avança o número de
casas indicado.
•Ao parar em uma casa, o jogador vira um cartão e o pega.
Todos os frutos coletados por qualquer jogador são colocados diretamente na
"Cesta da Partilha" e conversar como esse fruto aparece nas suas
vidas.
3.Reconhecendo Limitações e Pedindo Ajuda (Cooperação
Essencial):
•Se um jogador cair em uma casa e não houver mais
"Frutos do Espírito" para pegar, ou se um "Cartão de
Desafio" (se usado) for muito difícil, ele pode pedir ajuda a qualquer
colega. Se a ajuda for oferecida e aceita, o grupo ganha um "Fruto da
Humildade" para o Jardim Comunitário. Isso reforça que pedir ajuda não é
fraqueza, mas um ato de humildade que fortalece o grupo.
O facilitador deve celebrar esses momentos de ajuda mútua,
explicando que "somos mais fortes quando nos ajudamos".
5.Fim do Jogo e Celebração:
•O jogo termina quando o "Jardim Comunitário"
atinge o número de "Frutos da Humildade" estabelecido como meta, ou
quando todos os "Frutos do Espírito" foram coletados e
compartilhados.
•A
vitória é sempre do grupo! Todos celebram juntos o "Jardim
Comunitário" cheio de virtudes. O facilitador pode guiar uma conversa
sobre como a união e a partilha de cada um contribuíram para o sucesso
coletivo.
2ª dinâmica possível
A dinâmica começa com a "Mochila do Coração" (ou caixa), explicando que todos nós
possuímos uma mochila invisível em nosso coração, onde guardamos nossos
sentimentos e atitudes. Algumas dessas coisas são leves e benéficas, enquanto
outras são pesadas e nos causam mal.
Em seguida, retirar as pedras da mochila (ou caixa), uma a
uma, lendo ou mostrando as palavras/desenhos que representam sentimentos
negativos, como "Orgulho", "Egoísmo", "Raiva",
"Inveja", "Querer tudo para mim" e "Achar que sou o
melhor".
A cada pedra, questionar as crianças sobre suas experiências
com esses sentimentos, se são bons ou ruins para o coração e se trazem
felicidade ou tristeza. As crianças poderão sentir o peso das pedras, e o
evangelizador explicará que esses sentimentos pesados nos impedem de ser
felizes e de amar a Jesus. Por exemplo, quando eu não deixo o coleguinha brincar
comigo ou quando não ajudo em alguma coisa... quando erro, mas insisto que
estou certo, mesmo sabendo que errei... tudo isso deixa nosso coração mais
pesado.
Depois, serão apresentados os objetos leves e macios, que
simbolizam sentimentos positivos como "Amor", "Perdão",
"Alegria", "Humildade", "Dividir o brinquedo" e
"Ajudar o amigo". As crianças serão convidadas a expressar o que
sentem ao experimentar esses sentimentos e como eles tornam o coração leve e
feliz. Reforçar que esses sentimentos bons nos aproximam de Jesus e nos tornam
"pobres de espírito", ou seja, com um coração leve e aberto para o
amor.
7 - Para finalizar a dinâmica, vamos ouvir a música ‘Onde mora o
coração’ e conversar sobre ela.
8 – Após isso, pintar a imagem de Jesus com as crianças no
monte.
Em "Boa Nova", Humberto de Campos, através da
psicografia de Chico Xavier, apresenta uma narrativa sobre a vida de Jesus e
seus ensinamentos.
No capítulo 11, "O Sermão do Monte", embora não
haja uma explanação direta e detalhada sobre a bem-aventurança dos "pobres
de espírito", o texto enfatiza a importância de amar e aceitar os
"vencidos do mundo", os desafortunados e humildes. Jesus, ao dialogar
com Levi, destaca que os triunfadores do mundo, com seus apegos e vaidades, não
necessitam da Boa Nova da mesma forma que aqueles que, em suas aflições, se
abrem à voz de Deus. A verdadeira riqueza está na alma branda e humilde,
desapegada das vitórias materiais, que se torna solo fértil para as sementes do
Evangelho, um coração aberto à Boa Nova. Isso corrobora a ideia de que a
pobreza de espírito é a humildade que permite a conexão com o divino e o
desapego das ilusões terrenas.












Nenhum comentário:
Postar um comentário