segunda-feira, 20 de abril de 2026

Marta e Maria: Equilíbrio no Coração

Continuando nossas aulas sobre as mulheres que conviveram com Jesus e que ajudaram a divulgar a Boa Nova, temos hoje Marta e Maria, as irmãs de Lázaro, que aparecem em várias passagens no evangelho. Na Bíblia, no Novo testamento, elas aparecem vagamente em alguns trechos, mas deduz-se que recebiam Jesus e os apóstolos frequentemente em seu lar. Há referência a elas nos evangelhos de Lucas e de João e também no livro Boa Nova, psicografado por Francisco Cândido Xavier, escrito pelo espírito de Humberto de Campos.


Marta e Maria – Equilíbrio no Coração

Faixa Etária: 5 a 7 anos

Objetivos Gerais:

•Identificar as principais características de personalidade de cada irmã, associando Marta à ação e ao serviço e Maria à escuta e à sensibilidade.

•Estimular as crianças a refletirem sobre como essas duas características se manifestam em si no seu próprio dia a dia.

•Promover a compreensão da importância do equilíbrio entre esses dois lados.

Roteiro:

1- Prece inicial
2 - Hora da novidade (cada criança tem um tempo para contar uma novidade para os amigos)
3 - Início:
Iniciar falando que se tem uma fofoca pra contar que alguém visitou uma amiga e, enquanto ela estava trabalhando sem parar, fazendo comida e limpando a casa para um monte de gente que tinha vindo junto, a irmã dela estava sentada conversando e ouvindo as histórias interessantes e produtivas que os visitantes trouxeram. (E continuar a história de Maria e Marta como se fosse atual...)
- Perguntar o que as crianças acham que as irmãs devem fazer.
- Depois esclarecer que não é fofoca, porque fofoca seria muita falta de caridade (rsrs) e estaríamos errados fazendo isso e contar a história verdadeira pra elas, mostrando a imagem gerada acima (por IA).
A passagem está em Lucas 10:38-42. A história deve ser contada de maneira interativa, com entonação de voz que diferencie as personalidades:

•Marta: Descrita como alguém que ama muito Jesus e quer arrumar a casa da melhor forma possível para recebê-lo. Ela está sempre em movimento, limpando, cozinhando, um pouco agitada e preocupada.

•Maria: Apresentada como alguém que também ama muito Jesus e, por isso, não quer perder um segundo de seus ensinamentos. Ela senta-se quietinha, com os olhos e ouvidos atentos ao Mestre.

Ao final, deve-se conduzir uma breve conversa com perguntas simples para garantir a compreensão:


"O que Marta estava fazendo? Ela estava certa em querer ajudar?"

"E Maria, o que fazia?" .

"Jesus ficou triste com Marta?" (Não, Ele apenas explicou que, naquele momento, ouvir a palavra de amor era a coisa mais importante).


4 - Dinâmica: A caixa das Ações e da Escuta 

Esta atividade lúdica visa ajudar as crianças a materializar os conceitos. O evangelizador apresentará uma caixa contendo várias ilustrações. Cada criança, na sua vez, retira um desenho e o associa a "Marta" (ação) ou a "Maria" (escuta/sentimento). Algumas ilustrações estarão ao final deste roteiro.


Finalizar com a pergunta: em que momentos do dia eu ajo como Marta ou Maria?

5 - Atividade 

Com folhas de papel e material de colorir, as crianças serão convidadas a desenhar seu próprio dia, dividindo a folha em duas partes. De um lado, desenharão uma atividade em que são como Marta (ex: arrumando os brinquedos, ajudando a pôr a mesa, brincando de pega-pega). Do outro lado, desenharão um momento em que são como Maria (ex: ouvindo a história que a mamãe conta, fazendo uma prece antes de dormir, abraçando o papai).


Opção 2 : sempre há aqueles que não gostam de desenhar e preferem só pintar. Oferecer vários desenhos das ações comentadas anteriormente nas figuras mostradas e deixá-las escolher as que mais se parecem com atividades que elas fazem durante o dia e deixá-las pintar.

6 - Momento de Reflexão 

"É muito bom ser como Marta, que ajuda e faz as coisas com amor. E também é muito bom ser como Maria, que para, ouve e sente com o coração. Jesus nos ensina que precisamos dos dois momentos em nosso dia: o tempo de brincar e ajudar, e o tempo de aquietar o coração para conversar com Ele e ouvir as pessoas que amamos."


7 - Prece final


Referências: 

















quinta-feira, 16 de abril de 2026

Mulheres do Evangelho

   


 Além dos apóstolos, havia muitas outras pessoas que acompanhavam Jesus em sua peregrinação divulgando o evangelho. Utilizamos, em nossa casa espírita, o mês de março para homenagear algumas mulheres que estiveram junto a Jesus e foram muito importantes na evangelização e no cuidado de muitas pessoas naquela época. 

Publicaremos uma série de quatro roteiros de aulas referentes a: Maria - mãe de Jesus; Maria e Marta - irmãs de Lázaro; Maria de Magdala e Joana de Cuza. Lembrando que essas aulas foram preparadas para crianças de 5 a 8 anos e podem servir de inspiração para outros colegas evangelizadores. 

Segue a primeira delas: 

O Amor universal e a humildade - Maria, mãe de Jesus

Objetivos gerais

  • Ensinar às crianças a importância de amar e acolher a todos, assim como Maria, mãe de Jesus, demonstrou um amor sem limites, estendendo sua maternidade a toda a humanidade; 
  • Apresentar a virtude da humildade, utilizando a figura de Maria como exemplo de amor, simplicidade e serviço a Deus;

  • Indagar quanto à presença dessas virtudes em nosso dia a dia: como as vivenciamos?

         Objetivos Específicos

•      Compreender que Maria amou a todos, não apenas Jesus.

•      Identificar atitudes de amor e de acolhimento no dia a dia.

•      Praticar a fraternidade com colegas e familiares.

 Materiais Necessários:

•coração grande de cartolina

•Corações de papel, canetinhas, lápis de cor

•Cola ou fita adesiva.

•Lápis de cor, giz de cera e papel para a atividade de desenho.

•Sementes (girassol) e copinhos com algodão.

 Desenvolvimento:

•Perguntar às crianças se elas sabem o que é ser “humilde”. Utilizar exemplos do cotidiano delas:

•“Quando a gente ajuda um amigo que caiu, estamos sendo humildes?”

•“Quando a gente divide o lanche, estamos sendo humildes?”

•“Quando a gente reconhece que errou e pede desculpas, estamos sendo humildes?”

Contação da História de Maria – desenho impresso

 Frisar o momento em que Maria concorda com o plano de Deus do nascimento de Jesus, mesmo sabendo que o filho iria sofrer mais adiante, o que revela sua humildade.

Destacar que a humildade de Maria foi a virtude que a tornou tão especial para Deus. Ela não se achava melhor que ninguém, apenas queria servir e ajudar.

 Enfatizar também o momento da entrega de Jesus a João, simbolizando o amor por todas as pessoas, não só ao filho.

 Reflexão:

Perguntar às crianças: "Como podemos ter um coração grande como o de Maria?", "O que podemos fazer para amar e acolher nossos amigos, família e até quem não conhecemos?". 

Alguns exemplos práticos do dia a dia (dividir brinquedos, ajudar, não brigar).

 Podemos cultivar a humildade dentro de nós?

Vamos plantar uma sementinha imaginando que é a humildade que estamos colocando e que vai crescer dentro dos nossos corações?

 Entregar a cada criança um vasinho com algodão e algumas sementes.

Explicar que, assim como a sementinha precisa da terra para crescer, a humildade precisa do nosso coração para florescer. Cada vez que praticarmos um ato de humildade, estaremos “regando” a nossa sementinha no coração (mas a do vasinho só uma vez por dia).

As crianças podem levar o vasinho para casa com a tarefa de cuidar da plantinha e de praticar a humildade durante a semana.

 

Dinâmica final:

Quando nossa sementinha da humildade crescer bastante seremos capazes de amar como Maria e saberemos amar a todos, não só os que estão perto da gente.

Apresentar um coração grande de papel. Explicar que o amor de Maria era tão grande que cabia todo mundo.

Cada criança recebe um pequeno coração e desenha ou escreve (com ajuda) algo que representa amor e acolhimento (um abraço, um amigo, a família). 

Colar os pequenos corações no coração grande.

- Prece final

Fatos da Vida de Maria - Linha do tempo

                                        Ancestralidade e Nascimento

        Maria nasce na Galileia, filha de Joaquim e Ana. Desde cedo, demonstra uma pureza espiritual singular, sendo preparada para sua missão.

                                        Anunciação e Casamento

     Recebe a visita do anjo Gabriel. Une-se a José, o carpinteiro, em um matrimônio baseado na dedicação mútua e no amparo à missão do Cristo.

                                            Nascimento de Jesus

O nascimento ocorre em Belém, em uma manjedoura. Maria vivencia o fenômeno com profunda humildade e percepção espiritual das "milícias celestiais".

                                            Infância em Nazaré

    Maria conduz Jesus à fonte tradicional de Nazaré e acompanha seu crescimento. Ela observa com carinho e temor a precocidade espiritual do filho.

                                        Apoio à missão do filho

        Intercede nas Bodas de Caná. Embora discreta, acompanha os ensinamentos do filho, guardando todas as palavras em seu coração.

                                                A Crucificação

            Permanece ao pé da cruz. Jesus a entrega aos cuidados de João Evangelista, estabelecendo o laço de maternidade universal.

                                  Primeiros Anos após a Ressurreição

            Participa das reuniões dos apóstolos em Jerusalém. Após a dispersão, retira-se temporariamente para a Bataneia com parentes.

                                                    Vida em Éfeso

    Muda-se para Éfeso com João. Vive em uma pequena casa no alto de uma colina, dedicando-se ao amparo de doentes, órfãos e aflitos.

                                                Desencarnação (Assunção)

Sente a proximidade do fim de sua jornada terrena. Em uma visão gloriosa, Jesus vem buscá-la pessoalmente para a pátria espiritual.

                                                    Legado Espiritual

           Continua sua missão nas esferas superiores como a "Mãe Santíssima", intercedendo pela humanidade e inspirando almas em séculos posteriores.

 


        Referências:

    

    Bíblia de Jerusalém; Boa Nova (Humberto de Campos) 

    Paulo e Estêvão (Emmanuel) 

    Ave Luz (Shaolin)    

    Francisco de Assis (Miramez)

 A Gênese (Kardec)
















domingo, 12 de abril de 2026

Bem-aventurados os pobres de espírito...

 


Olá!

 Devagarzinho a gente vai retomando algumas atividades... Todas as aulas que foram planejadas durante o tempo em que o blog ficou parado estão registradas pra serem logo logo postadas. 

Segue a primeira das bem-aventuranças. A aula foi planejada para crianças de 5 a 8 anos, mas pode ser adaptável a outras idades.


 Bem-aventurados os pobres de espírito

Objetivo: 

- Compreender que ser ‘pobre de espírito’ não se trata de carência material, mas sim de possuir um coração simples, humilde e desprovido de orgulho.

- Trabalhar o desapego, mostrando que os bens materiais, como brinquedos e roupas, são importantes, mas não representam o valor mais significativo. O verdadeiro tesouro reside no que cultivamos em nosso coração, como o amor, a bondade e o perdão.

Roteiro:

1 – Prece

2 – Hora da novidade

3 – Explicar que Jesus, quando encarnado, andava divulgando a Boa Nova pelos mais diversos caminhos e, uma dessas vezes, ele estava no monte em frente ao mar da galileia e, lá, ele falou sobre as bem-aventuranças.

O que são bem-aventuranças? (explicar)

Uma delas fala que bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

As outras são:

...bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; 

bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; 

bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 

bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; 

bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

 bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

4 – O que quer dizer pobres de espírito?

5 – Dinâmica 1 -  Jardim da humildade

O grupo tem como meta cultivar um número pré-determinado de "Frutos da Humildade" no Jardim Comunitário antes que o tempo acabe (se houver um limite de rodadas) ou que todos os "Frutos do Espírito" sejam coletados. A alegria está em ver o jardim crescer com a contribuição de todos.

Material: um caminho no chão ou na parede de uns 15 passos, cartões com os frutos do espírito(virtudes), cartões com os desafios e minicartões com os frutos da humildade. Uma página com uma cesta desenhada e outra com um jardim (ou pode-se realmente usar uma cesta e um espaço no chão com grama artificial/ ou tapete pra ser jardim.

Roteiro:

1.Preparação:

•O "Caminho do Jardim" para manter o ritmo dinâmico.

•Todos os "Frutos do Espírito" (incluindo Amor, Alegria, Paz, etc., e especialmente Humildade e Partilha) são espalhados virados para baixo no caminho.

•A "Cesta da Partilha" e o "Jardim Comunitário" são os pontos centrais do jogo.

•Cada criança escolhe um marcador e o coloca no início.

•No seu turno, o jogador joga o dado e avança o número de casas indicado.

•Ao parar em uma casa, o jogador vira um cartão e o pega. Todos os frutos coletados por qualquer jogador são colocados diretamente na "Cesta da Partilha" e conversar como esse fruto aparece nas suas vidas.

3.Reconhecendo Limitações e Pedindo Ajuda (Cooperação Essencial):

•Se um jogador cair em uma casa e não houver mais "Frutos do Espírito" para pegar, ou se um "Cartão de Desafio" (se usado) for muito difícil, ele pode pedir ajuda a qualquer colega. Se a ajuda for oferecida e aceita, o grupo ganha um "Fruto da Humildade" para o Jardim Comunitário. Isso reforça que pedir ajuda não é fraqueza, mas um ato de humildade que fortalece o grupo.

O facilitador deve celebrar esses momentos de ajuda mútua, explicando que "somos mais fortes quando nos ajudamos".

5.Fim do Jogo e Celebração:

•O jogo termina quando o "Jardim Comunitário" atinge o número de "Frutos da Humildade" estabelecido como meta, ou quando todos os "Frutos do Espírito" foram coletados e compartilhados.

A vitória é sempre do grupo! Todos celebram juntos o "Jardim Comunitário" cheio de virtudes. O facilitador pode guiar uma conversa sobre como a união e a partilha de cada um contribuíram para o sucesso coletivo.

 

2ª dinâmica possível

A dinâmica começa com a "Mochila do Coração" (ou caixa), explicando que todos nós possuímos uma mochila invisível em nosso coração, onde guardamos nossos sentimentos e atitudes. Algumas dessas coisas são leves e benéficas, enquanto outras são pesadas e nos causam mal.

Em seguida, retirar as pedras da mochila (ou caixa), uma a uma, lendo ou mostrando as palavras/desenhos que representam sentimentos negativos, como "Orgulho", "Egoísmo", "Raiva", "Inveja", "Querer tudo para mim" e "Achar que sou o melhor".

A cada pedra, questionar as crianças sobre suas experiências com esses sentimentos, se são bons ou ruins para o coração e se trazem felicidade ou tristeza. As crianças poderão sentir o peso das pedras, e o evangelizador explicará que esses sentimentos pesados nos impedem de ser felizes e de amar a Jesus. Por exemplo, quando eu não deixo o coleguinha brincar comigo ou quando não ajudo em alguma coisa... quando erro, mas insisto que estou certo, mesmo sabendo que errei... tudo isso deixa nosso coração mais pesado.

Depois, serão apresentados os objetos leves e macios, que simbolizam sentimentos positivos como "Amor", "Perdão", "Alegria", "Humildade", "Dividir o brinquedo" e "Ajudar o amigo". As crianças serão convidadas a expressar o que sentem ao experimentar esses sentimentos e como eles tornam o coração leve e feliz. Reforçar que esses sentimentos bons nos aproximam de Jesus e nos tornam "pobres de espírito", ou seja, com um coração leve e aberto para o amor.

7 - Para finalizar a dinâmica, vamos ouvir a música ‘Onde mora o coração’ e conversar sobre ela.

8 – Após isso, pintar a imagem de Jesus com as crianças no monte.

 

 Base doutrinária e referências:

Em "Boa Nova", Humberto de Campos, através da psicografia de Chico Xavier, apresenta uma narrativa sobre a vida de Jesus e seus ensinamentos.

No capítulo 11, "O Sermão do Monte", embora não haja uma explanação direta e detalhada sobre a bem-aventurança dos "pobres de espírito", o texto enfatiza a importância de amar e aceitar os "vencidos do mundo", os desafortunados e humildes. Jesus, ao dialogar com Levi, destaca que os triunfadores do mundo, com seus apegos e vaidades, não necessitam da Boa Nova da mesma forma que aqueles que, em suas aflições, se abrem à voz de Deus. A verdadeira riqueza está na alma branda e humilde, desapegada das vitórias materiais, que se torna solo fértil para as sementes do Evangelho, um coração aberto à Boa Nova. Isso corrobora a ideia de que a pobreza de espírito é a humildade que permite a conexão com o divino e o desapego das ilusões terrenas.

 Caibar Schutel, em "Parábolas e Ensinos de Jesus", também aborda a bem-aventurança dos "pobres de espírito". Ele esclarece que Jesus não se refere à pobreza material ou à falta de intelecto, mas sim àqueles que são desprovidos de orgulho e vaidade. Os "pobres de espírito" são os humildes, os que não se consideram superiores aos outros, os que reconhecem suas fraquezas e buscam aprimoramento. O desapego, para Schutel, está intrinsecamente ligado a essa humildade, pois implica em não se apegar às posses, ao poder ou ao reconhecimento mundano, mas sim em cultivar os tesouros imperecíveis do espírito. É a renúncia ao egoísmo e à soberba que permite a entrada no Reino dos Céus.

 Rodolfo Calligaris, em sua obra "O Sermão da Montanha", oferece uma análise aprofundada das bem-aventuranças sob a ótica espírita. Para Calligaris, "pobres de espírito" não se refere àqueles desprovidos de inteligência, mas sim aos humildes de coração, que reconhecem suas imperfeições e a necessidade de auxílio divino para o seu aprimoramento moral. É a ausência de orgulho e a simplicidade que abrem as portas para o Reino dos Céus. O desapego, nesse contexto, é o desprendimento das vaidades, dos bens materiais e das ilusões do ego, permitindo que o espírito se volte para os valores eternos. A humildade, portanto, é a chave para a verdadeira riqueza espiritual.


BÍBLIA. Bíblia de Jerusalém. Nova edição revista e atualizada. São Paulo: Paulus, 2002.

XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. 37. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2019.

MONTEIRO, Gerson Simões (org.). No Roteiro de Jesus. Pelo Espírito Humberto de Campos. Rio de Janeiro: FEB, 2004.

CALLIGARIS, Rodolfo. O Sermão da Montanha. 9. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1989.


As imagens a seguir foram utilizadas na aula acima e foram geradas por IA:



















quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A Evangelização infantil e as emoções - divertidamente

Olá!

Recomeçando a escrever depois de algum tempo (e muitas atividades) e desejando que todos estejam bem! 



São tempos difíceis, mas que serão superados logo, se Deus quiser.

Em época de isolamento social, durante a Pandemia do novo corona vírus, nós, evangelizadores, precisamos nos reinventar - assim como todos, porque não estávamos preparados para isso - e adaptar nossas aulas aos encontros on-line. Muitos não terão acesso a esse meio, por não terem também acesso à internet e a computadores e celulares, mas enquanto pudermos continuar evangelizando nossas crianças e jovens, faremos de tudo para levar nosso amor e carinho a todos eles.

 ❤❤❤

Nossa casa espírita, assim como muitas outras, decidiu fazer encontros on-line por meio de uma plataforma digital e estamos realizando esses encontros em menor tempo do que os que faríamos presencialmente, mas sem esquecer da música, do carinho, do sorriso e da disposição ao trabalho.
Como era novidade, fomos experimentando tempos e atividades variadas. Começamos com o tempo normal de evangelização e com todas as turminhas juntas; porém, logo percebemos que as necessidades eram diferentes e precisamos separar as turmas em três grandes grupos (1a turma - berçário e maternal; 2a - turminha de 5 e 6 anos e 3a - de 7 a 12 anos) e diminuir o tempo de aula, já que na frente de uma tela é bem mais difícil manter a atenção e a frequência das crianças.


💗💗💗


Aulas


Acredito que muitas pessoas já tiveram contato com esse planejamento, mas quanto mais ele se espalhar, mais gente pode ser ajudada, não é? São ideias simples, mas que levaram muita alegria ao nosso coração na realização.

No segundo sábado após o início do decreto de isolamento social em nosso estado (ES), começamos a nos planejar para desenvolver o estudo sobre emoções com as crianças, a partir do filme 'Divertida mente", da Pixar.


A partir daí, trabalhamos em cima da sugestão de uma das evangelizadoras com os seguintes tópicos:

1 - Todas as emoções importam 

2 - Toda crise leva ao autoconhecimento 

3 - A importância de se expressar 

4 - As mudanças são inevitáveis.

 

Segue o planejamento dessas aulas.

 As próximas colocaremos nas próximas postagens.

 

Tema: Todas as emoções importam

 

1 - Boas vindas/Música

2 - Prece

3 - Começar a conversa perguntando se as crianças viram o filme.

4 - Do que elas se lembram? (Dirigido para quem quiser falar)

5 - Passar um trechinho do início pra lembrar.


6 - Explorar um pouco sobre cada uma das emoções: 

Quem sentiu alegria durante a semana? 

E tristeza? 

Alguém ficou com nojinho de algo?  

Com medo? 

E houve algum momento em que vocês tiveram raiva?

 

7 - Dinâmica - Caça ao Tesouro

As crianças, ao comando da evangelizadora, irão procurar objetos em casa com as cores de cada personagem/sentimento, sendo:

   raiva=vermelho;

   nojinho=verde;

   alegria=amarelo;

   tristeza=azul e 

   medo=lilás 

 

8 - Falar sobre os sentimentos opostos: alegria x tristeza


9 - prece

 

 

 Tema: a importância de expressar o que sente

 

1. Boas-vindas, música e prece

 

2.  Brincadeira de adivinhação

Dissemos que estamos pensando em um determinado objeto e as crianças terão de adivinhar qual é. O problema é que não demos dicas para que eles adivinhassem o 1o objeto ( e, é claro, elas tiveram dificuldades e não conseguiram adivinhar). Já o 2o objeto foi fácil adivinhar porque demos dicas.   

 

3. Comentar como é complicado tentar adivinhar o que o outro está pensando; fica mais fácil quando a gente dá dicas né? 

 

4. Perguntar a uma pessoa (evangelizador) o que ela pensa fulaninho q mora com ela . 

"Será que se ela tentar adivinhar vai conseguir?"

Não dá pra gente ficar tentando adivinhar. Tem de falar o que acha de bom na outra pessoa... 

Então fala pra ela o que você acha (e a pessoa fala coisas boas da outra).

 

5. Passar a vez pras crianças.

 O que vocês gostam/pensam sobre sua mãe, seu pai ou responsável?

Rapidamente ir passando por todos eles.

[Observação: Foi um momento muito lindo em que os filhos se declararam para os pais e emocionou a todos. Valeu demais!]

 

6. Agora a gente vai tentar demonstrar várias emoções enquanto canta. 

 Um evangelizador toca a música "Meu Deus é bom pra mim" expressando as várias emoções: medo, alegria, tristeza (mais devagar), raiva e nojinho.

 

7. Encerrar dizendo que a gente precisa expressar os sentimentos para outras pessoas poderem nos ajudar ou para saberem do que nós gostamos e do que não gostamos. 

 

8.  Prece

 

 

❤ Tema: Mudanças 

 

Objetivo: Espera-se que as crianças compreendam que as mudanças são inevitáveis e necessárias ao nosso crescimento.

 

Roteiro: 

 

1. Boas-vindas; Músicas e prece 

 

2. Jogo de adivinhação (Quem é?)

 

Pedirmos aos pais que nos enviem fotos das crianças quando bebês (e nossas também) por e-mail sem as crianças saberem.Fizemos um PowerPoint com essas fotos misturadas e fomos colocando uma a uma e vendo se eles adivinhavam quem eram. As pessoas se identificavam se não descobrissem. 

 

3. Explorar após acabarem todas as fotos: 

Vocês perceberam muita diferença de quando vocês eram assim pra agora? 

O que faziam? 

O que fazem hoje de diferente? 

 

4. Outras mudanças que aconteceram na nossa vida... como a mudança na nossa evangelização.

O que mudou?

Como era?

Como se sentem agora online e com td mundo junto? Com todas as tias e tio junto na aula?

Com crianças de idades diferentes? 

(Observar: o valor de estar junto;

De cuidar do planeta e de nós mesmos e dos outros. 

Explorar as emoções resultantes das mudanças ).

 

5.  Cantar uma música que fale de transformação. 

Sugestões:

Transformando sentimentos - Jr vidal

A borboletinha - Evangelizar 

Aconteceu - Flor de luz

 

 

6. Conclusão  - As mudanças acontecem dentro e fora de nós. O que precisamos é de tentar nos manter equilibrados,não exagerar nas nossas reações e passaremos por elas com tranquilidade.

 

7. prece

 

 


Essas foram nossas primeiras aulas virtuais e evoluímos muito de lá até agora. 

Precisamos agradecer à nossa equipe de evangelizadores que está se esforçando muito e trabalhando para fazer o melhor por cada uma de nossas crianças: Muuuuuuuuito obrigada! 


Vamos torcer para que tudo isso passe logo e que cada um faça a sua parte, mas continuaremos postando as outras aulas aqui para ajudar aqueles que precisarem como nós. 

Tem alguma sugestão?

Deixa nos comentários pra gente! Adoramos novas ideias!

Um abração!